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Contatando seu Anjo da Guarda 31/01/2013

Posted by Frater A'.' H'.' RAK in Magia Prática, Rituais.
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Arcanjo Miguel

Anjos costumam ser uma das figuras mais envoltas em interpretações diversas e cujas presenças são registradas repetidamente, de uma maneira ou outra, na maioria dos cultos religiosos e organizações de natureza espiritualistas. Em todas as religiões regidas por algum “livro sagrado”, especialmente, existem procedimentos envolvendo estes seres; quase sempre constituem operações de evocação em forma de oração para com isto, em intenção, trazer ou conseguir, de alguma forma, as beneces destes seres considerados superiores e iluminados.

Uma das primeiras necessidades no caminho de um adepto das artes arcanas é o conhecimento de uma natureza especial, uma natureza espiritual, não somente do homem, mas da natureza em seu entorno e de toda a criação; no entanto, não basta ao caminhante crer, é preciso ter a certeza, e isto passa pela experimentação. Entender que existe energia em tudo é relativamente fácil, a própria física materialista pode comprovar, mesmo que sem explicar tudo o que identifica. A grande dificuldade é quando a mente necessita perceber que a criação emanou, e emana constantemente, seres das mais diversas formas, cada qual com sua íntima constituição e função em uma arquitetura muito maior do que é perceptível ao humano encarnado. É neste momento que se torna necessário demonstrar ao buscador a existência, mais do que real, de vida sem qualquer tipo de limite ou restrição. E é aqui que os anjos são apresentados quase sempre.

Anjos são seres constituidos apenas das camadas mais sutis dos corpos, possuem vibração elevadíssima, são pura energia, “luz” e mente. Com o domínio mental desenvolvido a um nível difícil de conceber, são habilidosos manipuladores das vibrações de sua constituição e dos meios onde atuam, desta maneira plasmam formas quando necessário, tanto para suas identificações quanto para as formações que desencadeiam. Anjos não são humanóides, não possuem forma alguma, apenas são interpretados conforme o ser que o percebe. Anjos serão vistos como humanos se estiverem sendo percebidos por humanos, e talves sejam reparados como um cão amigável se quem o contemplar for igualmente um cão. Assim é com todo ser que transpaçou a necessidade dos envólucros mais densos, dos ditos corpos baixos, ou camadas externas, muitas existentes nos humanos encarnados.

Anjos parecerão como for necessário para que cumpram suas missões, aliás, qualquer ser que esteja em uma esfera muito superior a das formas utilizará este recurso quando atuando em nosso plano. Nós percebemos um ser, simbolicamente, com uma luz emanando de seu coração quando a maior irradiação dele é o amor, pois isto reside na psiquê humana, e esta vibração emana do crakra cardíaco. Este sistema de símbolos funciona sempre, mesmo que de maneira insconsciente. Mas e qual a importância disso? A fundamentação do que é um anjo, como um ser externo, um ser vivo, igualmente feito pelo Criador, é base para perceber um contato legítimo. E como isto pode ser feito? Inacreditavelmente, basta pedir! Orar, evocar, ou usar um ritual mais complexo, indiferentemente, funcionará se o praticante estiver imbuido realmente em bons propósitos.

Uma pequena prática, extremamente popular, é a conexão apoiada em um elemento externo, em algo além do ser humano e daquele chamado a manifestar-se, e isto pode ser, como muitas vezes o é, com uma singela vela. Pegue uma vela branca, pequena, ou de 7 dias, como costumam usar os sacerdotes e espiritualistas. Acenda-a, erga acima da altura da cabeça, feche os olhos, respire fundo algumas vezes, o suficiente para sentir-se relaxado e em paz. Desprovenha-se de qualquer preocupação exterior, ou mesmo de alguma insegurança, tenha em mente que nada além do que for justo e consoante com você ocorrerá. É este o estado de necessária receptividade para qualquer contato espiritual.

Proceda com suas orações, eleve seus pensamentos e emoções ao Cósmico, à forma como conceber a Força Propulsora do universo. Rogue que lhe seja permitido contatar seu Anjo da guarda, sem que para isto haja nada mais do que este simples procedimento. Com efeito, a vela é inteiramente dispensável, no entanto exerce um duplo sentido. Em uma primeira interferência, faz com que literalmente, o praticante acredite mais no que realiza, isto resulta do senso comum de incapacidade do ser humano em contatar o que é divino; muito culpa dos séculos de julgo dos ditos “pontífices” que empenharam-se em abafar as práticas livres do Homem Deus, o homem totalmente integrado com a natureza em que foi criado, e igualmente com a Fonte disto tudo. Sua mente acredita que não somente por si, mas por alguma influência oculta, desconhecida para ele, mas relacionada com o elemento utilizado, é que o experimento obtém sucesso. Neste momento, não há qualquer demérito nisto, tudo é uma questão de elevação consciencial.

A segunda ação, é realmente em uma forma elemental, por quanto o fogo emana suas irradiações purificadoras ao natural, o que, por ação da oração, torna-se intensificado, e neste contexto, passa também para a ação energizadora de todo o “fluido” mental posto em movimento pelo agente. A vela, pode ter outros empregos e funções, mas isto dependerá, majoritariamente, da determinação mental de quem a empregar. Um grande ensinamento, é perceber que ao acender uma vela “para” seu Anjo da Guarda, não há qualquer relação de comércio espiritual, ou mesmo alguma espécie de barganha. E ainda menos, como possa alguém supor, ou insinuar, uma relação de doar “luz” a este ser, ou de alguma forma “elevar” sua condição. Em verdade, quando acendemos uma vela somos os primeiros a serem iluminados, pois os efeitos de qualquer ação se iniciam em sua origem.

Pode-se empregar algumas formas de visualização e realizar exercícios mentais que facilitem a elevação do ser até um estado de manifestação pura da vontade, mas isto é como qualquer habilidade, só será dominada inteiramente com a prática, e assentada no exercício mútuo da paciência, do rigor e da perseverânça. Uma oração sincera bastará para todo o intento. Um vocabulário liturgico, ou fórmulas pré referidas por religiões e ordens é tão útil quanto um dicionário ou um romance; servirá apenas para enriquecer culturalmente. Palavras que brotem da alma, expressando seu desejo solene farão tudo o que é necessário, e desencadeiaram mais poder de ação do que qualquer “palavra de poder”, “passe”, ou “chave”.

Não se pode realmente nominar o inominável, só chamamos a Inteligência Infinita de “Deus” e de tantas outras formas por convenções e grilhões humanos; assim o é com tudo que é divino por excelência. Um anjo, irrefutavelmente, não possui um nome, tudo o que se pode encontrar são listas e almanaques com nomes compostos de aglutinações de sons, cuja lógica, muitas vezes muito bem empregada, era unir seus significados e constituir mais um elemento externo. Evocar um ser angélico em um momento de aflição sempre será algo bom, mas parecerá mais convincente se seu nome anunciar poder sobre a moléstia enfrentada; não surpreendentemente os anjos atuantes sobre as situações de doenças começaram a ser conhecidos por nomes que se traduzem em “Deus Cura”, “Deus Salva” ou mesmo “A Cura esta em Deus”. É o mesmo caminho que compôs para os indefesos as alcunhas para outros anjos onde liam-se, em antigas línguas, “Deus Protege”, “Deus Cobre” ou ainda “Deus Abriga”.

Terminado o momento sublime, basta firmar a vela em pequeno prato, castiçal, ou suporte adequado, prezando sempre pela segurança do local. Confiança e boa expectativa, estas são as melhores condutas pós um contato desta natureza tão pura. Observar os acontecimentos diários, essa é a chave para ver a influência de um ser divino em sua vida.

Se há um “Anjo da Guarda” específico para você, isto é um assunto para longas reflexões, mas comece pelo questionamento de qual a sua própria função, procure entender se sua existência cumpre apenas um objetivo, ou se ela se molda a cada instante, a cada ciclo e a cada vontade do Pai.

É muito importante, apenas para esclarecer os estudantes, que o termo anjo é indiscrinadamente aplicado, sendo que foi atribuido para uma míriade incontável de seres exteriores, e em alguns momentos, a estados de evolução do próprio EU. Por vezes a expressão “Sagrado Anjo Guardião” será encontrada, e não se refere mais do que a sua porção mais evoluida, em uma realidade perfeita e atemporal, o seu ser perfeito quando emanado do Supremo Criador, e igualmente perfeito quando retornou a Ele, o seu Eu capaz de ser de fato para si um Deus, pois é você integrado a Ele. Mas este já não é o famoso “Anjo da Guarda”, mesmo que seja o maior guardião que possuimos.

Que a Luz dos anjos brilhe em vossa Vida, e faço-o elevar-se ao trono celestial do Amor, o primeiro e verdadeiro decreto cósmico.

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Comentários»

1. Matheus Mayer Almeida - 02/09/2013

Belo texto Frater! A naturalidade orgânica com que as palavras e informações fluem pelo espaço em branco já dão, por si só, vontade de botar essas instruções em prática.

Frater A'.' H'.' RAK - 26/05/2015

Então vá firme! 😉


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